| - Interviews - Renegade |
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Renegade: Interview with Pascal Cliche (in Portuguese) O Hanker é uma das mais gratas revelações dos anos 90, um heavy/power que traz muitas influências dos anos 80. O primeiro álbum, In Our World, foi lançado em 1994, e dois anos depois, em 96, foi relançado com duas faixas bônus, obtendo excelente repercussão na Europa. Agora o grupo está lançando The Dead Ringer, o segundo full-lenght, com uma produção ainda melhor e um direcionamento lírico conceitual. A formação do Hanker conta com: Pascal Cliche (vocal/guitar), Luc Guay (bateria), Martin Jones (baixo), Patrick Gravel (guitarra/vocal de apoio). Renegade - Fale-nos um pouco a respeito do Hanker.
Pascal - O Hanker foi formado em 1985, com a mesma formação que mantém até hoje. A primeira demo nossa foi produzida em Maio de 1991, e incluía cinco canções nossas, ou seja, nada de covers. Em novembro de 1994 saiu nossa primeira produção independente em CD, sendo lançada sob o nome de In Our World. O trabalho recebeu fantásticas críticas por todos os cantos do mundo. Isso provocou um relançamento, chamado In Our World Revisited, que continha duas faixas extras. Foi lançado pelo selo alemão Art of Music, e distribuido mundialmente, exceto para o Canadá e os Estados Unidos. Em 1997, o segundo álbum, The Dead Ringer, foi realizado. A versão européia será lançada no início de outubro e a versão canadense está atualmente disponível via Internet [N.R. - é só entrar no site do fã-clube oficial dos caras, favor entrar em nossa seção LINKS, no menu principal]. Renegade - Quais são suas influências?
Pascal - A nível geral, nossas influências residem em grupos como Black Sabbath, Judas Priest, Metal Church, Iron Maiden, Deep Purple, Dio... apenas para citar alguns nomes. Renegade - E fora do metal, quais estilos musicais vocês ouvem?
Pascal - Martin Jones e Luc Guay gostam de rock progressivo, tanto das bandas antigas quanto das recentes. Patrick Gravel gosta de rock comercial antigo. Além do metal, eu ouço clássico, rock and roll antigo e bastante blues. Renegade - Quais são os temas que aparecem mais constantemente em suas letras?
Pascal - Nossas canções falam de injustiça, problemas ambien-tais, guerras desnecessárias, etc... Sou eu quem escreve as letras, que podem, à primeira vista, parecer negativas, mas todas elas são escritas dentro de uma conotação positiva. Renegade - Aqui no Brasil, algumas pessoas disseram, quando do lançamento de In Our World Revisited, que o Hanker poderia ser considerado como Jag Panzer II. Vocês ficam bravos ou felizes com afirmações como essa?
Pascal - Quando o álbum saiu, nós fomos realmente comparados ao Jag Panzer. Mas isso, de maneira alguma, nos incomodou. Mas nós não ainda tínhamos ouvido o som do Jag Panzer naquela época, mas todas as comparações que foram feitas têm apenas um efeito positivo. Por isso mesmo, nós ficamos lisonjeados. Renegade - Qual dos países têm sido mais receptivo ao metal: Estados Unidos ou Canadá?
Pascal - Nós achamos que ambos os países têm apresentado satisfatória receptividade em relação ao heavy metal, mas atualmente mais portas estão sendo abertas para nós nos Estados Unidos, o que, acreditamos, nos promete grandes oportunidades. Renegade - Apesar de o metal hoje estar fortíssimo, bastante variado e apresentando bandas fantásticas dia-a-dia, alguns infelizes da mídia vivem dizendo que este é um estilo ultrapassado de som. Você concorda com esta afirmação?
Pascal - É você quem está certo a respeito do metal, pois de maneira alguma este é um estilo ultrapassado de música. Nós adoramos o heavy metal tradicional e sempre iremos tocá-lo. Renegade - Quais as melhores bandas da atualidade, em sua opinião?
Pascal - Helloween é uma das maiores bandas da atualidade, mas o Hanker está trilhando com afinco seus próprios caminhos para alcançá-la. Renegade - A respeito do novo álbum, o que você poderia falar sobre ele em comparação à In Our World?
Pascal - The Dead Ringer é um álbum conceitual com dez canções. O album tem mais poder, «feeling» e uma qualidade muito maior em relação à nosso primeiro play. Nós estamos muito orgulhosos e confiantes com esse nosso novo lançamento. Renegade - Você conhece algo do cenário musical do Brasil?
Pascal - Nós conhecemos o Sepultura e temos ouvido muito falar do Angra. A vendagem de nosso primeiro CD no Brasil tem sido bastante satisfatória, e daí viemos a saber que seu país tem uma porção de verdadeiros amantes do Metal. Renegade - Uma mensagem final? O espaço é seu...
Pascal - Nós apreciamos muito seu apoio e temos a esperança de irmos tocar no Brasil brevemente. Carlos A. M. Afonso Source: Renegade #1, August 1997
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